A visão do Espiritismo com relação às penitências difere de outras religiões. Para a Doutrina dos Espíritos, as privações somente são válidas quando afastam o homem das futilidades materiais que nada acrescentam na evolução do espírito, entretanto, deve ser um exercício contínuo na busca pelo progresso moral, não limitando-se a quarenta dias cada ano.
Devemos fazer da Quaresma um tempo para “Jejuar” alegremente de certas coisas e também para “Fazer festa” de outras. Neste tempo devemos:
- Jejuar de julgar os outros e festejar porque também eles são filhos de Deus;
- Jejuar do fixarmo-nos sempre nas diferenças e fazer festa por aquilo que nos une na vida;
- Jejuar das trevas da tristeza e celebrar a luz;
- Jejuar de pensamentos e palavras doentios e alegrarmo-nos com palavras carinhosas e edificantes;
- Jejuar das desilusões e festejar a gratidão;
- Jejuar do ódio e festejar a paciência santificadora;
- Jejuar de pessimismos e viver a vida com otimismo, como uma festa contínua;
- Jejuar de preocupações, queixas e egoísmo e festejar a esperança e a Divina Providência;
- Jejuar de pressa e angústia e fazer festa em oração contínua à Verdade Eterna.
Portanto, é tempo de encontro com o próximo. É a caridade que se faz em nome do Criador.
São as obras meritórias, os ideais nobres. É tempo da doação de si mesmo; do compartilhar; do perdão que se exercita; do bem que se faz. É o amor em ação.
Jesus está presente, e a Sua presença se evidencia, especialmente, através de cada ser humano.
Jesus, vivendo o seu tempo, construiu valores universais únicos, que, pela profundidade e extensão, modificaram os aspectos culturais, sociais, políticos e econômicos da Humanidade. Esses valores são conceitos fundamentais, sendo a moral cristã o eixo de sua visão de mundo e interpretação da realidade.
Pensemos nisso!
(autoria desconhecida)
Associação do Movimento Espiritualista Morimbatá - AMEM