MENSAGENS DOUTRINÁRIAS

Título: Mensagem lida no dia 20/04

Um garoto pobre, com cerca de 12 anos de idade, vestido e calçado de forma humilde, adentra a loja e pede ao proprietário que embrulhe para presente um sabonete comum.
É presente para minha mãe, diz o menino cheio de orgulho.
O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente, olhou com piedade para seu freguês e tomado de compaixão, desejou ajuda-lo.
Pensou que poderia embrulhar no mesmo pacote, algum artigo mais significativo. Entretanto, ficou indeciso: ora olhava para o garoto, ora olhava para os artigos que tinha em sua loja.
Devia ou não fazer? O coração dizia que sim, a razão dizia que não.
O garoto, notando a indecisão do homem, pensou que ele tivesse duvidado de sua capacidade de pagar, colocou a mão no bolso, e retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão.
O homem ficou ainda mais comovido quando viu as medas, de valor tão insignificante. Continuava com seu conflito mental. Em sua intimidade concluíra que, se o garoto pudesse, ele compraria algo bem melhor para sua mãe.
Lembrou de sua própria mãe. Fora pobre e muitas vezes, em sua infância e adolescência, também desejara presenteá-la. Quando conseguiu emprego, ela já havia partido para o mundo espiritual. O garoto, com aquele gesto, estava mexendo nas profundezas do seu sentimento.
Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso. Alguma coisa parecia estar errada, por que o homem não embrulhava logo o sabonete? Ele já escolhera, pedira para embrulhar e até tinha mostrado as moedas para o pagamento. Por que a demora? Qual o problema?
No campo da emoção, dois sentimentos se entreolharam: a compaixão do lado do homem, e a desconfiança por parte do garoto.
Impaciente, ele perguntou: Moço, está faltando alguma coisa?
Não, respondeu o proprietário da loja, é que repente lembrei de minha mãe. Ela morreu quando eu ainda era muito jovem. Sempre quis dar-lhe um presente, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada.
Na espontaneidade de seus doze anos, perguntou o menino: Nem um sabonete?
O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da ideia de melhorar o presente do garoto, embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita e despachou o freguês, sem responder mais nada.
A sós, pôs-se a pensar. Como é que ele nunca pensara em dar algo pequeno e simples para sua mãe? Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra e pensara em melhorar o presente adquirido.
Comovido, entendeu que naquele dia, tinha recebido uma grande lição. Junto com o sabonete do menino, seguia algo muito mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes: O GESTO DE AMOR!
Invista no amor. Ele é o mais poderoso meio de tornar as pessoas felizes.
O valor do presente não está no quanto ele vai aumentar o conteúdo das caixas registradoras, mas sim, o quanto ele somará na contabilidade do coração.


Redação do Momento Espírita, com base no capítulo 20, do,
livro Novas histórias que ninguém contou, novos
conselhos que ninguém deu, de Melcíades José de Brito.







TECHcaffe - QR code Compartilhar Whatsapp
Associação do Movimento Espiritualista Morimbatá - AMEM