Muitas pessoas se dizem umbandistas, batem, no peito orgulhosamente dizendo a si mesmo que a Umbanda é a religião que toca e comanda o coração. Mas aí é que está o porém e a pergunta...O que é ser UMBANDISTA?
Uma das primeiras coisas que devemos entender é que nunca devemos ter vergonha em demonstrar, não só a nós mesmos, mas a todos nossos semelhantes, que amamos incondicionalmente essa religião tão maravilhosa, tão bela, mas tão mal compreendida.
É inaceitável que um umbandista tenha vergonha de expressar seu amor pela religião, ou que tenha vergonha de ser identificado como um irmão de terreiro. Nós umbandistas de coração devemos nos dar acima de tudo a caridade de um trabalho espiritual.
Devemos crer que temos que respeitar para sermos respeitados, ouvir para que sejamos ouvidos, é sabermos amar para que sejamos amados, e principalmente saber darmos um pouco de nós para que assim recebamos a luz divina de Deus dento de nosso coração.
Devemos ter a grande compreensão de que uma casa de Umbanda não é comércio de bençãos, não vende e nem se dá salvação, porém oferece a ajuda para quem deseja encontrar um caminho de luz rumo a Deus.
O Umbandista é aquele que ama e defende sua religião, mesmo sendo chamado de louco, atrasado, ignorante, feiticeiro, e mesmo assim dedicar-lhe todo carinho e amor que ela merece.
Ser umbandista é mais do que ir ao terreiro e incorporar. Ser umbandista é perceber as energias que vem da natureza, é acreditar em nossas percepções, é acreditar que estamos acompanhados de um desconhecido que não tocamos, nem sempre enxergamos, mas que se torna tão íntimo e próximo ao longo dos trabalhos.
Ser umbandista é acreditar e dar o direito do livre arbítrio. É respeitar as diferenças, é não ter “pré-conceitos” e tentar entender ao invés de julgar. Ser umbandista não é ser perfeito, ser um santo, porque a perfeição não existe! Ser umbandista é tentar fazer o certo, tentar melhor, tentar ajudar a quem precisa… E mesmo que pareça impossível, ao menos tentar.
É acreditar que nada é por acaso, assim como nada vem de graça e nada é cobrado sem a gente realmente dever. É ter a certeza de que toda ação tem uma reação, afinal colhemos o que plantamos e que essa colheita não é opcional e sim obrigatória.
Ser umbandista não é só quando estou de branco e sim todos os dias da minha vida, pois eu fiz essa escolha de livre vontade.
O Umbandista, não é “estar” UMBANDISTA, mas sim, “ser” UMBANDISTA.
Associação do Movimento Espiritualista Morimbatá - AMEM