A resiliência é caracterizada por um conjunto de atitudes adotadas pelo ser humano para resistir aos embates da vida. O conceito se destaca exatamente pela capacidade do indivíduo dar a volta por cima das situações de risco e voltar “transformado”, evoluindo com a experiência.
A análise dos comportamentos leva à ideia de que todo ser humano traz dentro de si essa capacidade inata. Assim, diz-se que um indivíduo é resiliente quando consegue superar (e não necessariamente eliminar) as adversidades, encontrando forças para aprender com elas. A forma como lidamos com os agentes estressores é que determina o grau de resiliência.
Conhecedores de que nosso planeta abriga seres em diversas escalas de evolução, e que, os mais adiantados servem de exemplo para nosso próprio crescimento, fica mais fácil entender porque alguns são mais fortes e descobrem em si mesmos a força para lutar.
Joanna de Ângelis, no livro “O Despertar do Espírito” nos esclarece que “essa força para o crescimento, haure a ele (o espírito) na realidade de si mesmo, inserido nos painéis profundos da sua essencialidade”. Vamos ao encontro do conceito do espírito eterno, milenar, que atravessa as eras em aprendizado contínuo.
“Quando não é possível voltar atrás, então que demos a volta por cima“! Esse comportamento exemplifica como o sofrimento pode ser modificado “mediante a coragem de o defrontar e trabalhá-lo corajosamente com os instrumentos da realidade de cada um”.
A teoria da resiliência defende a capacidade individual do ser humano de aprender a trabalhar comportamentos que reduzam a ação dos agentes estressores, admitindo que a personalidade pode mudar sua maneira de ser, se a ela forem dadas as ferramentas adequadas para a construção do novo indivíduo.
Ao entender que o ser humano pode ser modificado para melhor, a teoria da resiliência se aproxima do conceito espírita de evolução espiritual. Temos que usar nossa energia para mudar o enredo de uma história que gerou sofrimento.
Ao se fazer um exame do sofrimento, observamos que cada um passa pelas experiências que necessita para evoluir. E que essas experiências podem ou não vir carregadas de um sofrimento intenso. Já a forma de lidar com a dor vai variar de indivíduo para indivíduo.
Joanna de Ângelis complementa dizendo que “a sensibilidade à dor depende do grau de evolução do ser, do seu nível de consciência”. Diz ainda, que “à medida que progride, que sai do mecanismo dos fenômenos e adquire responsabilidade como decorrência da conscientização da sua realidade, ele se torna mais perceptivo ao sofrimento, embora, simultaneamente, mais resistente”.
É a lucidez da consciência que equipa o indivíduo na superação da amargura, do desespero, da infelicidade, esclarece Joanna. Segundo ela, em virtude da compreensão que o ser demonstra em torno dos objetivos espirituais de sua existência, fica mais fácil entender e aceitar o sofrimento e a necessidade de ainda se encontrar nas faixas mais ásperas do mecanismo evolutivo.
Essa aceitação e superação dos desafios que a vida terrena nos oferece é que demonstram atitudes resilientes. Mais uma vez a Psicologia Espiritualista ou Espírita, se aproxima da ciência, no caso, da Psicologia Social, quando mostra e explica as semelhanças e diferenças do comportamento dos espíritos encarnados aqui na Terra.
Associação do Movimento Espiritualista Morimbatá - AMEM