Atualmente é fácil encontrarmos pessoas que se sentem desmotivadas, cansadas, com vontade de desistir. Quando não confiamos nas lideranças que nos guiam, a tendência é pendermos à desmotivação. Este é um dos maiores perigos ao qual podem estar submetidas as novas gerações, pois elas crescem diariamente diante de um nível assombroso de abandonos e violências.
Muitos familiares passam dias sem sequer olhar para os filhos, sem fazer uma refeição em conjunto, sem estabelecer limites, sem olhar a lição de casa ou mostrar interesse no que a criança aprendeu. Isso desmotiva e gera dores na alma.
Se, por um lado, abriu-se espaço para uma maior expressão e empoderamento das crianças e adolescentes de hoje, por outro há flexibilização de valores, regras e papéis que por vezes geram confusão generalizada entre liberdade e permissividade.
É preciso repensar se temos líderes inspiradores nas escolas e em casa. Os pais e educadores que não inspiram, tiram a motivação e convidam à indisciplina. Ninguém se motiva por decreto, pelo contrário: uma criança se motiva a estudar quando percebe no seu líder uma fagulha de inspiração, de brilho nos olhos.
Vale lembrar que é nos momentos de crise que surgem os heróis e é essencial decidir superar a si mesmo. O convite aqui é não nos perguntamos “o que queremos da vida”, mas sim “o que a vida quer de nós”. É trazer para si a responsabilidade e mudar de dentro para fora.
Nossos filhos não estão mais felizes, mais animados. Ao contrário, é bem comum observar uma tristeza, um nível assustador de narcisismo e individualismo, fruto do abandono que eles acabam reproduzindo. É hora de fazermos a nossa lição de casa oferecendo um ambiente acolhedor, com limites e com afeto e oportunizar, tanto em casa quanto na escola, a construção de projetos de vida inspiradores, para que nossas crianças não almejem apenas serem os melhores do mundo, mas sim, os melhores PARA o mundo.
A capacidade de escolha é a maior força do homem. O autoconhecimento e a adoção de uma atitude empreendedora acontecem quando percebemos que não educamos apenas crianças. Educamos porque, na maioria das vezes, nós escolhemos esta missão em nossas vidas, a nossa fonte de realização.
Educar bem pode ser a nossa conexão com o divino, que nos permite transcender nossas limitações, nossos medos e nossa finitude. Pois em nome do amor verdadeiro vale tudo: tudo o que faz bem, tudo o que agrega, tudo o que traz vida. Educar bem começa por (re)educarmos a nós mesmos.
Pensem nisso.
(Baseado no texto de Leo Fraiman)
Associação do Movimento Espiritualista Morimbatá - AMEM