Os Pretos Velhos são assim. Trazem histórias que curam, foram gente de carne e osso, arrancada da África, escravizada, humilhada..., mas, nem a corrente nem o tronco quebraram sua fé. Depois de tanta dor, eles escolheram voltar como guias espirituais para oferecer o que há de mais sagrado: amor, humildade e sabedoria.
Esses espíritos de luz afirmam que as pessoas são escravas de seu próprio egoísmo, portanto, quem lhe pede uma graça, recebe resignação e caridade, as quais dever ser aceitas de coração aberto.
Eles vêm com seus banquinhos, seus cachimbos, suas ervas e rezas. Mas acima de tudo, vêm com paciência. Não tem pressa porque sabem que cada alma tem seu tempo de florir.
Celebrar os Pretos Velhos é lembrar que a verdadeira força está em quem escolhe o caminho da paz, mesmo vindo da guerra.
Saravá meus Pretos Velhos, neste dia, ao sentar no banquinho em sua frente, me achego com respeito e o coração aberto.
Peço benção às almas que caminham com fé, aos que já sofreram, mas hoje ensinam a amar.
Que eu aprenda com vocês a ter paciência, a perdoar com sinceridade, a ouvir mais, julgar menos, a caminhar com humildade.
Me cubram com seu axé, me fortaleçam com sua luz, me ensinem a calar o orgulho e escutar a vós do espírito.
Pretos Velhos, suas palavras são como remédio, seu silêncio é sabedoria, seu olhar é oração.
Que eu nunca me esqueça das raízes, da força do povo negro, da ancestralidade viva que habita em cada gira, em cada folha, em cada reza.
E como diria Pai Joaquim: - Filho, quando a vida for dura, senta, respira... e ouve o silêncio. No silêncio, até Deus fala mais claro.
Adorei as Almas!
Saravá a Umbanda... Saravá os Pretos Velhos!!
Associação do Movimento Espiritualista Morimbatá - AMEM